quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Projeto


Aprender a ler mapas
Tema: Mapas como possibilidade comparativa das diferentes paisagens e lugares.
Objetivos:
• Ler e identificar as partes fundamentais de um documento cartográfico;
• Interpretar as informações que o mapa oferece.
Síntese: Os mapas geográficos representam alguns dados escolhidos pelos seus autores (CARTOGRÁFOS), em razão de seu interesse específico. Nesse sentido, podem expressar um ou mais temas. Quando expressam apenas um tema, por exemplo, divisão política, é considerada um mapa monotemático. Ao contrário, quando apresenta mais de um tema, por exemplo, relevo, geologia, clima, vegetação, é considerado um mapa em superposição ou poli temático. Há ainda os mapas pictóricos (relativo à pintura), que são aqueles destinados às crianças, por conterem símbolos que lembram os objetos reais representados.
Considera-se que os mapas possuem quesitos básicos para que sejam documentos confiáveis quanto as informações que oferecem, e é com esse olhar que busquemos o entendimento dos critérios fundamentais à compreensão de um mapa.
Analise de um mapa
Os mapas são representações geográficas da superfície curva do planeta terra sobre uma superfície plana.
“Arte ou ciência de desenhar mapas ou cartas geográficas recebe o nome de CARTOGRAFIA”. 
Características gerais dos mapas: 
• Representação plana;
• Geralmente em escala pequena;
• Área delimitada por acidentes naturais (bacias, planaltos, chapadas, etc.), político-administrativos;
• Destinação a fins temáticos, culturais ou ilustrativos. 
De uma maneira geral pode se dizer que um mapa é a representação no plano, normalmente em escala pequena, dos aspectos geográficos, naturais, culturais e artificiais de uma área tomada na superfície de uma figura planetária, delimitada por elementos físicos, político-administrativos, destinada aos mais variados usos, temáticos, culturais e ilustrativos. 
Saber ler um mapa e compreender as informações que ele contém é de fundamental importância para o ensino de geografia.
Os mapas tem grande significado para a ciência geográfica, a leitura dos mapas deve ser feita através da legenda - códigos, símbolos - que contém, ao lado do mapa, a análise e interpretação das informações que um mapa contém, é fundamental para a compreensão do espaço geográfico o qual representa. Os mapas são sínteses espaciais.
Observação: A forma mais fiel de representação da superfície da terra é o GLOBO TERRESTRE.
Agora vamos exercitar:
• qual o título do mapa? Nesse momento tente reconhecer o tema, a data e a região representada;
• qual a escala utilizada? Verifique a equivalência de um centímetro no mapa, em quilômetros, na realidade. Avalie o tamanho da região representada;
• onde está a orientação? Mostre onde está a indicação do Norte, por meio de seta ou da localização, no globo, com as linhas imaginárias (meridianos e paralelos);
• existe legenda? Para que ela serve? (a legenda presta-se a identificar as informações mapeadas);
• qual a fonte do documento?
A fonte de origem dos dados nos dar segurança de que o documento é confiável. 
Observando e analisando o mapa, em si:
Mapas podem ser: mono ou poli temáticos.
 • Quando o mapa é monotemático: observar as diferenças, as ordens ou as quantidades, extraindo as informações representadas, a distribuição dos dados, as concentrações e dispersões, as regularidades e as diferenças regionais.
• Quando o mapa é politemático: comparar individualmente cada tipo de dados, como no caso de mapa monotemático; depois, no conjunto dos temas, analisar as diversas distribuições das informações extraídas de cada tipo de dados (as proximidades, os distanciamentos, os padrões de distribuição); identificar as correlações, as concentrações e os vazios espaciais. 
Os vários tipos de mapas podem vir agrupados em um livro o qual chamamos ATLAS.
Então, Atlas Geográfico é o nome que se dá a uma coleção de mapas das várias áreas da Terra, ou de uma região específica, porém atualmente podendo tratar-se também de mapas de outros planetas e corpos espaciais em geral. Estão disponíveis geralmente em formato de livro ou multimídia, e tratam dos aspectos geográficos, históricos, políticos e sociais das áreas que cobrem.
Projeção de Mercator
O primeiro a utilizar o nome atlas  referindo-se a uma coleção de mapas é o cartógrafo flamengo (de Flandres, na atual Bélgica) Gerardus Mercator, no século XVI. Rei Atlas teria sido um distinto filósofo, matemático e astrônomo responsável pela confecção da primeira projeção do globo terrestre.
Importante notar que o nome de Mercator não é conhecido apenas por tal distinção, mas acima de tudo por ter projetado a mais popular versão de mapa-múndi desde sempre – a Projeção de Mercator – ainda hoje utilizada frequentemente em livros de todas as espécies, incluindo atlas escolares e representações virtuais como o Google Earth.
Isso apesar dos erros que apresenta em especial o fato de “achatar” e “esticar” as áreas mais distantes da Linha do Equador. Apesar de algumas distorções estas são compreensíveis e até certo ponto inevitáveis, parte do desafiador processo de tentar representar em dimensão plana (a do mapa) um corpo originalmente em formato esférico (o globo terrestre).
Projeção de Peters
Mais recentemente, em 1855, escocês James Gall produziu um mapa-múndi que procurava corrigir as distorções da projeção de Mercator; seu trabalho foi revivido pelo alemão Arno Peters em 1973, atingindo certa popularidade com o nome de “projeção Gall-Peters“. Porém, a versão de Mercator para a representação plana do globo terrestre é ainda a mais popular, sendo a que todos reconhecem no dia-a-dia.
Podemos classificar os diversos atlas existentes em:
a) de acordo com sua extensão
  1. Espaciais ou exoterrestres
  2. Universais ou mundiais;
  3. Nacionais
  4. Regionais
  5. Distritais
  6. Locais
b) de acordo com a natureza da informação
  1. Geográficos
  2. Temáticos
c) de acordo com o suporte
  1. Impresso em papel
  2. Mídia eletrônica
Basicamente um atlas tem sua utilidade na medida em que oferece uma síntese completa e eficiente da realidade das áreas tratada, em seus vários aspectos (econômico, físico, social, geopolítico, entre outros). Torna-se desse modo um resumo de conhecimentos sobre o local abordado.

Bibliografia:
http://www.petersmap.com/ – Projeção Gall-Peters
Enciclopédia Delta Larrouse, vol. 2 “ara-ble”, editora Larrouse, 1981.
Sugere-se a utilização de mapas e recursos disponíveis em:  
 Os fenômenos observados na análise do mapa, com o conhecimento de informações não contidas nele, ou comparando com outros mapas. Para representar dados num mapa é necessário que sejam localizáveis, ou seja, que tenham um endereço geográfico. Os dados podem assumir três tipos de significado: de diferenciação (produtos diferentes, por exemplo), de ordem (pequeno, médio, grande) ou de quantidade (1.000, 5.000, 10.000).
         As informação ideais geográficas podem ser representadas, numa folha de papel, de três maneiras diferentes: por meio de pontos, linhas ou áreas. Os elementos espaciais com localização precisa (cidades, indústrias...) são representados por meio de símbolos pontuais. Os elementos espaciais tais como rios, fronteiras ou estradas requerem uma representação por linhas. Os demais elementos ocupam áreas, por isso, devem ser traduzidos por meio de manchas zonais.
 
 O trabalho em grupo com mapas 
Separar a classe em grupos e oferecer-lhes distintos mapas, para que façam um trabalho de interpretação baseado nas orientações anteriores.